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08/11/2011 04:00 E se o tiro fosse na cabeça? No último domingo, o repórter cinegrafista da TV Bandeirantes, Gelson Domingos da Silva, de 46 anos, foi morto, durante uma incursão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na favela de Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Gelson foi vítima de uma bala que, infelizmente, não pode se dizer perdida, já que destinava a um policial, a poucos metros a frente dele, durante uma troca de tiros.
Diariamente, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, assistentes e outros profissionais, se expõem, para gerar notícias, em ações arriscadas. São coberturas que vão desde guerras, até incidentes urbanos e rotineiros. Nesse último caso, infelizmente, são produções questionáveis do ponto de vista da relevância da informação produzida e que aumentam a iminência de desastres relatados na mídia com certa frequência.
A morte de Gelson ilustra outro caso corriqueiro, estabelecer o culpado ou a isenção da culpa. Nesse caso, em meios às manchetes, o empregador, o Bope e o Estado, todos se preocupam em deixar claro que o profissional morto, em pleno exercício da profissão, estava trajando o colete à prova de balas. Até o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro fez o seu papel ao denunciar, que o colete era impróprio, para conter o poder de fogo dos traficantes.
Todos os atores dessa tragédia, governo, polícia, emissora e até sindicato, conhecem bem a realidade dos narcotraficantes dos morros cariocas. Todos sabem que eles têm armamentos pesados e adoram ostentar seus revólveres de grosso calibre, fuzis, metralhadoras e até lança-foguetes. Arsenais esses, que entram por todas as fronteiras do País, isso quando não vem das próprias forças armadas brasileiras, para ajudar a promover o coral dos ‘ratatatas’ nos morros cariocas.
Logo, em uma incursão como essa, o Estado tem plena noção dos perigos de sua ação e deveria estabelecer um perímetro de segurança, não só para que os profissionais de comunicação trabalhem em segurança, como para que a população não fique a mercê de balas perdidas. Afinal, é papel do Estado e da polícia, primar pela segurança pública, e não permitir incursões como se estivessem em um campo de treinamento.
Os veículos de comunicação, por sua vez, devem não expor seus profissionais. E, se o tiver que fazer, que ofereça as condições adequadas de segurança. E ao Sindicato cabe orientar seus representados e denunciar as práticas dos veículos, que em muitas ocasiões, estão mais preocupados com índices de Ibope mantidos por meio de programas sensacionalistas que, levar informação útil à sociedade.
Essa fatalidade deve levar os profissionais de jornalismo e os que pretendem seguir essa carreira a uma séria reflexão. A busca, muitas vezes inconsequente, pelo furo de reportagem, pode não valer tanto a pena quanto parece, pois o tiro que nem sempre sai pela culatra, às vezes pode ser no peito, mas as vezes, na cabeça e aí não há colete que resolva. Karpov | comentários(0)
30/07/2010 03:29 Redes sociais turbinarão as campanhas eleitorais Conversando recentemente com um coordenador de campanha de um candidato sobre uma consultoria que prestaria ao candidato, ele me fez a seguinte colocação 'mas você sabe que as pessoas não vão ficar acessando a página na internet'. De fato, foi uma colocação pertinente se observada pela ótica de que nunca se ouviu falar que um eleitor se desse ao trabalho de deslocar até o comitê de um candidato para saber quais eram suas propostas de governo.
Nas eleições de 2006, o então presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello afirmava que a internet seria o grande veículo de campanha durante o período eleitoral daquele ano, quando no auge da crise entre mensalões, dossiês e pizzas, houve a aprovação da a Lei nº 11.300/06, que instituiu uma mini-reforma na Lei Eleitoral com uma série de mudanças no processo eletivo que tinha como principal objetivo promover o equilíbrio e a transparência no processo eletivo, tanto para àqueles que disputam as eleições quanto para os eleitores, o que foi recebido pelos políticos e pretendentes como um verdadeiro banho de água fria uma vez que artifícios como distribuição de brindes, presentes, cestas básicas, realização de showmícios,etc, foram proibidos e com isso aqueles candidados com mais recursos teriam que repensar suas estratégias de ação e seus planos de marketing, mas como consolo eles ganharam o uso da internet e as eleições de 2006 foi uma verdadeira batalha virtual pela conquista de votos.
Hoje, passados quatro anos, o TSE faz novas definições para o processo eleitoral de 2010 e novamente a internet será o grande filão das campanhas, uma vez embora tenha sido proibida a veiculação de publicidade paga nos provedores de acesso e serviços de internet, em contra partida permitiu-se o uso das redes sociais. Como no mundo da tecnologia da informação, um ano equivale a um século de inovações, muitas, mas muitas coisas mudaram na internet. Com a ascensão da web 2, tanto em termos de tecnologia quanto em termos de conceito a internet que utilizamos hoje não se parece nem de longe da internet de quatro anos atrás. Os preços dos computadores despencaram os preços dos provedores também caíram e as velocidades aumentaram, os recursos melhoraram significativamente, a própria internet quebrou a barreira das transmissões de dados que aconteciam quase que exclusivamente de computadores e foram para os celulares, os consoles de jogos, TVs, geladeiras, GPSs e por aí vai. Mas o grande marco de mudanças aconteceu nas redes sociais. Orkut, Facebook, Twitter, YouTube, Blogs, Flirk, Google, MSN, Skype, MySpace, Linkedin e outras centenas de são empresas, ou melhor portais que fazem parte do nosso dia-a-dia, são ferramentas que se tornaram indispensáveis no nosso dia-a-dia, pois nos permitem interagir com a família, colegas de trabalho, escola, faculdade, amigos e até pessoas que não conhecemos, uma rede que nos alimenta com suas promoções, lojas, sonhos, soluções, enfim, um lugar onde podemos encontrar quase tudo e todos.
E por quê a internet será o grande filão das campanhas virtuais? Porque nosso amigo coordenador tem toda razão, os eleitores definitivamente não perderão tempo digitando o famoso www para acessar os sites de seus candidatos, mas talvez ele não tenha idéia de que os candidatos apartir das redes sociais não terão o menor trabalho para fazer com que suas propostas e projetos cheguem alí, na telinha de seus futuros eleitores, seja do computador, notebook ou celular, e se forem convincentes, esses futuros eleitores providenciarão para que outros futuros eleitores também recebam as propostas daquele candidato. É o efeito pirâmide cumprindo seu papel e o melhor, sem despesas com espaços para comitês e mais comitês físicos, impressões de santinhos, cartazes, folders, melecas, filipetas, tudo as custas dessa maezona chamada Rede Social.
Agora aqui entre nós, pode confessar que não @twitarei para ninguém, nem postarei no meu blog, você não vai para cama sem acessar sua rede preferida né? Viu como o TSE não é tão ruim assim!
Karpov | comentários(0)
30/07/2010 03:28 Internet adolescente X Empresa Madura Há 15 anos atrás a internet chegava ao país, para o mercado corporativo e como toda novidade, vendia-se o peixe de que uma vez na internet a então home page da empresa seria acessada por milhares de pessoas no mundo todo como em um passe de mágica, e o bum da euforia tomou conta do mundo corporativo que não queria perder essa fatia empreendedorística de geração de novos negócios. Era o início do surgimento do cartão de visitas virtual, milhares de empresas aderiram nos anos seguintes a nova tecnologia que podemos nos referir ao mais importante meio de comunicação criado até então que a exemplo da revolução francesa, promoveu profundas mudanças sócio-culturais, políticas e financeiras nos quatro cantos desse planeta tão redondo. O fato é que essas empresas que apostaram nessa tecnologia logo perceberam que o buraco era um pouco mais embaixo pois não adiantava apenas ter um endereço na internet e achar que revolucionariam suas receitas sem levar me consideração a máxima do conceito de marketing: a propaganda é a alma do negócio. E foi com essa máxima que esse interlocutor que agora vos tecla entrou e conquistou sua fatia no mercado, desse universo tão peculiar, a internet.
Fazer com que as empresas entendessem que apenas criar suas home pages e lançá-las ao oceano e esperar que os 'surfistas' chegassem até elas era pura especulação foi o primeiro passo. Pois para que seus empreendimentos virtuais obtivessem algum êxito era necessário que a própria empresa repensasse como se fazer presente na internet, que era imprescindível para uma padaria por exemplo, que ao lançar seu web site que carinhosamente chamávamos de home page, que ele teria que disponibilizar seu endereço virtual em seus pacotes para pão, sacolas plásticas, folders, panfletos, painéis de outdoor, enfim em todas as suas peças convencionais do mundo físico, que os acessos aos seus web sites não ocorreriam do meio dos oceanos à margem do mar e sim de seu ponto de vendas para os oceanos e ainda que colocar a logomarca endereço e telefone da empresa para apenas garantir suas presenças na rede, poderia não justificar o uso da internet, já que na época em questão, dos domínios (www.nomedaempresa.com.br) eram coisas raras de se ver, geralmente as empresas tinham um endereço vinculado ao seu provedor de acesso a internet, (www.provedor.com.br/~nomedaempresa/index.htm). Se queriam 'entrar' na internet, então que a usassem como deveria para ao menos para dizer o que a empresa fazia ou para disponibilizar um catálogo de seus produtos e serviços.
Passados os 15 anos, a internet ganhou uma dinâmica imensurável, sendo reinventada a cada minuto, com o surgimento de novos recursos, redes e possibilidades que saltam em nossas telas a todo momento, ter um domínio próprio -identificação na internet-, tornou-se uma necessidade afinal o domínio está diretamente vinculado ao nome e a marca da empresa e já que a lei de Newton se aplica também com os nomes de domínios: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo”, milhares de empresas garantiram sua presença nessa enorme teia de informações, porém, em sua grande maioria, elas mantém o seu potencial de negócios, subutilizado, seja para fazer do website uma extensão da empresa no mundo virtual, seja para utilizar recursos e possibilidades que a internet tem a oferecer ao contexto de seus negócios. Melhorar a comunicação da empresa, disponibilizar catálogos, informar, divulgar, prospectar, comercializar produtos e serviços, dar suporte, aproximar clientes são algumas das possibilidades que poderiam funcionar para alavancar negócios ou no mímino promover o reforço da marca ou a fidelização de clientes de muitas empresas que atualmente estão na internet apenas por estar ou pior, por achar que estão, uma vez que suas estruturas virtuais em nada contribuem para agregar valor ao seu empreendimento físico. Não que não haja 'cases' de sucesso, pelo contrário, as empresas têm percebido a importância desse meio, tanto no âmbito da comunicação e da interação quanto da comercialização de produtos e serviços, e essas empresas que percebem isso são as grandes promovedoras das inovações da Internet pois elas investem de forma planejada em seus esforços de marketing ou de negócios e obtêm os resultados esperados, muitas vezes até acima do desejado.
As possibilidades são infinitas e cada uma delas exigem um planejamento mínimo e encontrando respostas satisfatórias a perguntas básicas como:
* O que pretendo oferecer?
* Para quem oferecer?
* Como e quando oferecer? e,
* Que resultado pretendo obter?
Pode-se pensar finalmente em questões não menos importantes como:
* Qual o investimento exigido?
* Com quem desenvolver a solução?
* Em quanto tempo implantarei o projeto?
* Quem e como dar suporte ao projeto?
* Como divulgar meu novo empreendimento?
Você deve estar pensando: já começou a complicar ou, esse projeto exigirá muito recurso, mas na verdade nos esquecemos ou não percebemos que nos dias de hoje, estar na internet signifca que podemos ter a própria internet como aliada e que um negócio bem planejado pode custar mais barato do que se imagina. Mas entendamos barato fazendo sempre a relação custo/benefício. Um fotógrafo, um produtor de vídeo, um filântropo, um escritor, uma instituição e até mesmo uma loja pode criar sua extensão física no mundo virtual, ter o retorno esperado com custos relativamente módicos, desde que consiga implementar o projeto virtual de forma planejada e coerente. Como mencionei, as possibilidades são infinitas. Crie as suas e Bons Negócios! Karpov | comentários(0)
30/07/2010 03:26 I Be back Passados alguns anos, alguns cabelos brancos a mais, estou de volta ao seio da pátria mãe, pátria amada Blog-se. Karpov | comentários(0)
22/03/2007 17:39 A lei do paradoxo Isso foi exibido em todos os telejornais noturnos na quinta feira (11/03/04).
Recebí um mailing esta semana colocando o seguinte:
"Paulo, 28 anos, casado com Sônia, grávida de 4 meses, desempregado há dois meses, sem
ter o que comer em casa foi ao rio Piratuaba-SP a 5km de sua casa pescar para ter
uma "misturinha" com o arroz e feijão, pegou 900gr de lambari, e sem saber que era
proibida a pesca, foi detido por dois dias, levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança de R$280,00 para libera-lo e terá que pagar ainda uma multa ao IBAMA de R$724,00.
Sua mulher Sônia grávida de 4 meses sem saber o que aconteceu com o marido que,
supostamente, sumiu, ficou nervosa e passou mal, foi para o hospital e teve aborto espontâneo. Ao sair da detenção, Ailton recebeu a noticia de que sua esposa estava
no hospital e perdeu seu filho, pelos míseros peixes que ficaram apodrecendo no lixo
da delegacia. Quem poderá devolver o filho de Sônia e Ailton?
Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira, Presidente da PETROBRAS até 2001.
Responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300 mil litros de óleo na Baía da Guanabara. Matando milhares de lambaris e pássaros marinhos; responsável pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no Rio Iguaçu, destruindo a flora e fauna e comprometendo o abastecimento de água em várias cidades da região. Crime contra a natureza, inafiançável. Encontra-se em liberdade. Pode ser visto jantando nos melhores restaurantes do Rio e de Brasília." Karpov | comentários(1)
13/03/2007 22:55 Gorila Numa jaula de gorilas um gorila é apenas um macaco.
Como vc quer ser reconhecido? Como macaco ou como gorila? Karpov | comentários(0)
04/03/2007 11:57 Ministra do STF mostra que o Brasil ainda tem salvação Num mesmo jornal onde lí uma matéria publicada no Correio Braziliense, que mostra que boa parte de nossos representantes eleitos para nos representar na Câmara Federal não têm a mínima consideração pelos votos confiados pelo povo brasileiro, como prêmio consolação tive a oportunidade de ler uma matéria intitulado Suprema simplicidade que fala de Cármen Lúcia, ministra do STF, que começa às 5h com ginástica e trabalho (ela lê processos enquanto faz esteira), dirige o próprio carro para ir ao Supremo e já chegou a ser barrada na entrada da garagem do Supremo, por não utilizar carros oficiais.
Esta ministra mostra de fato o que cada brasileiro, ao depositar seu voto na urna, espera como sendo a recíproca verdadeira, quando muitos não tem acesso a um transporte coletivo, por mais precário que seja, para poder ir ao trabalho ou à escola, que muitos não têm uma oportunidade de trabalho, caem na marginalidade ou vivem à margem da sociedade, por serem desprovidos do nosso famoso 'QI'. QI este que vem como salvo conduto na hora dos nossos representantes brincar de 'vamos nos enganando mutuamente pois o Brasil não está percebendo', ao contratar seus parentes para ocuparem cargos públicos as custas das cédulas de todos nós, brasileiros.
Parabéns à todas as Carmens Lúcia do país, e que seus exemplos repercutam na vida e no dia-a-dia de todos nós, brasileiros.
Vamos encontrar novos exemplos encontrados em nosso país. Participe da Comunidade no Orkut. O Brasil tem salvação.
Karpov | comentários(0)
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